20 Novembro 2011

Mario Quintana


O poeta começa o dia
Pela janela atiro meus sapatos, meu ouro, minha
[alma ao meio da rua.
Como Harum-al-Raschid, eu saio incógnito, feliz
[de desperdício...

Me espera o ônibus, o horário, a morte — que
[importa?

Eu sei me teleportar: estou agora
Em um Mercado Estelar... e olha!
Acabo de trocar
— em meio aos ruídos da rua
alheio aos risos da rua —
todas as jubas do Sol
por uma trança da Lua!

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